O Gabriel está super interessado nos números agora!
Já reconhece todos quase sempre sem errar. Quando ele vai dizendo os números, podemos notar também que o sotaque carioca reina:
Um, doix, treix, quatro, cinco, seiX... =) Uma fofura.
Tentando trabalhar seu comportamento, comecei a falar com ele:
- Filhinho, mamãe quer que vc se comporte hein?!
E me dando conta de que ele já gosta de números, eu disse:
- Comportamento nota DEIX, hein?! - Adoro enfatizar o sotaque pra ele neste momento - haha
E ele pra mim:
- Deix não, Mamãe! Sete!
- Mas Gabi! Dez é melhor que sete!
- SETEEE!!
E isso é sempre! E todos os dias...=)
Algumas teorias explicam tal comportamento:
Alguns acreditam que ele ama o número 7 porque é neste andar que a gente mora. Outros, acham que ele já está preparando o meu espírito pra que eu não me decepcione! =p hehe
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02 julho 2009
04 fevereiro 2009
Dia de aula 3
Dias muito ricos em termos de aprendizagem na escola do Gabriel.
=> Lá tem um Jabuti que mora dentro de um galinheiro com as galinhas. As vezes, uma galinha de espírito mais "surfista" se empoleira no casco do Jaboti pra dar umas voltas. =) As crianças AMAM! É uma realmente uma cena divertida.
=> Professoras de crianças pequenas, além de lidar com 14 meninos ao mesmo tempo, lidam com os pais!!! Nossa, deve ser mesmo muito difícil.
=> Esse pobre Jaboti é solto quase todas as manhãs em meio a crianças de 1 a 4 anos, bolas, carrinhos e adultos. Ele dá a volta na casa. E todos os dias as crianças dão banho nele! Pooobre Jabuti.
=> Entre as coisas difíceis que é estar na escola fazendo a adaptação do seu filho, e ver a falta que os outros filhos sentem de suas mães que não estão lá. =[
=> -"Felipe? Vc quer ver a cueca do Ricardo?"- hum... taí uma frase que eu não me lembro de ter ouvido na vida até então =]
=>Preciso confiar mais em meus julgamentos!
=> O Jaboti tem purpurina verde no casco coitado! Alguma criança colou e mesmo com os banhos diários nunca mais saiu.
Enquanto isso, o Gabi quer dormir com a "busa" do uniforme dele. Levanta animado pra ir pra escola e hj, depois que eu fui embora, ele se comportou bem. Vamos que vamos.
17 junho 2008
Ensaiando para o grande dia
Um dia lendário para as mães é o primeiro dia de aula. Simbolicamente é a primeira permissão que damos para que nossos filhos voem com as próprias asas.
Pois bem, eu e o Bruno começamos a conhecer algumas escolinhas do Rio de Janeiro para decidir onde nosso "passarinzin" - como diz a babá - vai dar seus primeiros vôos.
Semana passada visitamos uma escola que parece ser uma unanimidade pra muitos profissionais que lidam com crianças:
- a Escola Parque
Realmente adoramos o lugar, a proposta pedagógica... a idéia de que nosso filho pode estudar em uma escola por toda sua vida... Enfim. O Bruno saiu de lá tão empolgado que por ele a gente nem visitava outras escolas.
Hoje visitamos Os Batutinhas . Acho que eles têm muito cuidado com as crianças - para vcs terem uma idéia o concreto do pátio onde as crianças brincam é acolchoado - mas ao mesmo tempo, a casa é pequena, os amientes apertados... Com pouco tempo lá dentro, uma parte de mim queria sair correndo. Só lembrava da freirinha daquela peça O Surto, que dizia sarcásticamente enquanto tragava um cigarro: "Meu sonho é abrir um orfanato. Porque eu acho que cuidar de criança é uma atividade que relaaaxa a gente!"
Ainda temos mais uma escola pra visitar. Mas por enquanto, meu coração pertence à Escola Parque. Veremos.
29 outubro 2007
Como interruptor... Claro!!
Fim de semana passado recebemos a visita da nossa querida amiga Suzana. Pra quem não conhece, a Su é uma neurocientista com um trabalho muito reconhecido na área de divulgação científica.
Conversando com ela sobre o processo de teste que as crianças pequenas submentem os pais (quando vc acabou de falar "não faça!" e a criança te olha com a melhor cara do mundo e... faz! As vezes, vc nem disse nada daquela vez... A criança se vê diante da mesma situação, olha pra vc com aquela mesma cara de safada e FAZ!
Ouvi a vida inteira que isso era a criança testando os pais. Mas testando o quê? A paciência, os limites, os nervos... Mas por que? AAARRRGGHH!!) ela me explicou que a criança faz isso com a mesma curiosidade que ela aperta um interruptor. Aperta - acende. Aperta de novo, apaga. E a criança vai testar, obter a mesma resposta e achar aquilo legal até perder o interesse. Quando isso acontencer ela esquece... Passa pra outro "interruptor" mais interessante. Se pararmos para pensar é um processo bem empírico de descoberta do mundo =].
Desde então confesso que minha forma de lidar com esse tipo de situação melhorou muito. A resposta agora á sempre a mesma sem titubear. Foi como se saber essa informação me tirasse a culpa de negar várias coisas... O relacionamento melhorou. Tá mais asertivo, ele compreende melhor o que tem que fazer e a gente tem se dado muito melhor. Ponto pra amiga neurocientista de plantão!
Conversando com ela sobre o processo de teste que as crianças pequenas submentem os pais (quando vc acabou de falar "não faça!" e a criança te olha com a melhor cara do mundo e... faz! As vezes, vc nem disse nada daquela vez... A criança se vê diante da mesma situação, olha pra vc com aquela mesma cara de safada e FAZ!
Ouvi a vida inteira que isso era a criança testando os pais. Mas testando o quê? A paciência, os limites, os nervos... Mas por que? AAARRRGGHH!!) ela me explicou que a criança faz isso com a mesma curiosidade que ela aperta um interruptor. Aperta - acende. Aperta de novo, apaga. E a criança vai testar, obter a mesma resposta e achar aquilo legal até perder o interesse. Quando isso acontencer ela esquece... Passa pra outro "interruptor" mais interessante. Se pararmos para pensar é um processo bem empírico de descoberta do mundo =].
Desde então confesso que minha forma de lidar com esse tipo de situação melhorou muito. A resposta agora á sempre a mesma sem titubear. Foi como se saber essa informação me tirasse a culpa de negar várias coisas... O relacionamento melhorou. Tá mais asertivo, ele compreende melhor o que tem que fazer e a gente tem se dado muito melhor. Ponto pra amiga neurocientista de plantão!
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