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15 maio 2008

A vida social do Gabriel



Ele tem 2 anos e 3 meses, mas anda com agenda cheia de compromissos. Esta semana foi a dois "lanches" na casa de amiguinhos. Na terça, quem promovia o lanche era uma criança de um ano e 4meses. A mae reune os amiguinhos da filha semanalmente para um lanche com direito a garçons servindo as babas e crianças das mais variadas coisas: refrigerante, pipoca, salgados, bolos...
Ontem, ele foi no "Primeiro Lanche de fulaninha". Sabe quantos anos tem fulaninha?? 4 meses!? E novamente mais 30 crianças, uma sala cheia de brinquedos e muita, muita comida.
Gente! Pára tudo que eu quero descer! Que mundo é esse que estas mães frequentam? Por isso a festa de aniversario dessas crianças tem que ser uma super produção para que o dia pareça especial! Porque toda semana tem festa!
Começando a pensar em como vou lidar com isso. Mudo de bairro? Mas e na escola? Como defender a cria destas insanidades?

29 outubro 2007

Como interruptor... Claro!!

Fim de semana passado recebemos a visita da nossa querida amiga Suzana. Pra quem não conhece, a Su é uma neurocientista com um trabalho muito reconhecido na área de divulgação científica.
Conversando com ela sobre o processo de teste que as crianças pequenas submentem os pais (quando vc acabou de falar "não faça!" e a criança te olha com a melhor cara do mundo e... faz! As vezes, vc nem disse nada daquela vez... A criança se vê diante da mesma situação, olha pra vc com aquela mesma cara de safada e FAZ!
Ouvi a vida inteira que isso era a criança testando os pais. Mas testando o quê? A paciência, os limites, os nervos... Mas por que? AAARRRGGHH!!) ela me explicou que a criança faz isso com a mesma curiosidade que ela aperta um interruptor. Aperta - acende. Aperta de novo, apaga. E a criança vai testar, obter a mesma resposta e achar aquilo legal até perder o interesse. Quando isso acontencer ela esquece... Passa pra outro "interruptor" mais interessante. Se pararmos para pensar é um processo bem empírico de descoberta do mundo =].
Desde então confesso que minha forma de lidar com esse tipo de situação melhorou muito. A resposta agora á sempre a mesma sem titubear. Foi como se saber essa informação me tirasse a culpa de negar várias coisas... O relacionamento melhorou. Tá mais asertivo, ele compreende melhor o que tem que fazer e a gente tem se dado muito melhor. Ponto pra amiga neurocientista de plantão!

28 setembro 2007

E quase setembro passa sem um post!


Este mês eu saí da TIM e estou repensando minha carreira profissional.
Enquanto isso, o Gabriel decidiu repensar se ele deve ou não obedecer àquela que botou o no mundo. Entre as "artes" do mês podemos citar:

- 2 brinquedos atirados do terraço dos pais do Bruno - em tempo, eles moram no 5 andar de um prédio. Um dos brinquedos caiu sobre o teto de zinco da garagem, praticamente matando do coração um pobre mendigo que passava alí distraidamente naquela manhã de domingo...
- Esbofetear a cara da mãe dele, virou uma diversão a parte. Se ele tá bravo, e no meu colo, pronto! Já achou uma forma efetiva de demonstrar sua insatisfação;
- Gritar quando brigamos com ele.
- Gritar quando ele tem vontade.
- Jogar as almofadas no chão, o biscoito no chão... qualquer coisa que vc der pra ele no chão... E em parte é porque ele sabe que irrita...

Então estou neste momento, em busca de bibliografias: Os milagres de Super Nanny? Criando Meninos? Um dose de vodca na mamadeira nâo mata? Dormonid para bebês - uma questão de ética ou sobrevivência?...

Enfim... são tantas as opções... Tantos caminhos... Quais são os certos?... É pra gente ir levando na tentativa e erro mesmo?... Ai que agonia... Mas uma coisa é certa... Tá me doendo muito a prática diária de ser mais dura com ele.

Outra coisa que está me frustrando é que ainda não descobri uma técnica definitiva que realmente funcione com ele... Tudo que eu tentei parece desabar rapidamente... Acho que talvez seja assim mesmo... Leve tempo... E ele ainda vai teimar e ficar muito de castigo antes de realmente parar de fazer as coisas...
Como diria o Charlie Brown: que puxa...

23 abril 2007

E se a babá for MUITO melhor?

Esse fim de semana foi dose pra leão.
Muito cansaço do trabalho, muito trabalho ainda a fazer no fim de semana e pra completar o Gabriel tava impossível. Ou será que era eu quem estava muito chata? Afinal o indivíduo é ou não, produto do ambiente no qual ele está inserido?
Bom, o fato é que este foi um fim de semana muito cansativo pra todos nós. Bruno nervoso, Gabiel nervoso, eu nervosa. Pro pequeno dormir hoje, só quando passeamos de carro por meia hora. Em três quarteirões ele já tinha apagado. Quando voltamos pra casa para eu apagar, ele acordou =)
Ele deu tanta birra, e tanto chilique este fim de semana, que fiquei com medo dos vizinhos nos denunciarem. Todas as noites, a hora de dormir foi acompanhada de pelo menos 15 min do que parecia ser um esquartejamento de membros... Já com a babá, ele toma a mamadeira no colo, fica quietinho, ela coloca ele na cama e fala, agora nós vamos dormir, viu? Ele fica no berço, ela na poltrona ao lado e pronto... Em alguns instantes, ele tá dormindo.
A Verinha, a famosa babá, realmente tem muito jeito com crianças. Ela praticamente lê a mente do Gabriel. Acho impressionante. Esse fim de semana fiquei realmente frustrada... E querendo ter os poderes mágicos dela (que é mãe de seis filhos e avé de doze!)

12 janeiro 2007

Das mudanças da vida

A maior parte dos meus posts aqui são sobre a alegria de ser mãe. Mas tem algumas descobertas que vou fazendo só ao longo da jornada.
No começo de dezembro, meus amigos faziam seus planos de reveillon pensando em viajar juntos pra praia... Fiquei pensando quando terei essa oportunidade de novo... Do mesmo jeito que eles, acho que nunca mais.
Posso organizar viagens com casais, coisas mais lights... ou quando o Gabriel estiver mais velho, quem sabe posso deixá-lo com alguém e viajar... Mas deve ser estranho enquanto ele estiver pequenino... E quando ele estiver maior, será que ainda vou curtir?
É engraçado, quem ainda não é mãe pode ler este post e pensar: "é minha filha... Vc não pensou nisso antes não?"
Bom, pra falar a verdade... Não. Eu queria tanto ter um filho que essas pequenas coisas não me incomodavam. E de fato, a alegria e crescimento que o filho trás, são tão enormes que não dá nem pra prever tudo nem pra se arrepender. Mas dá pra cansar muito. E também pra sentir saudade dos tempos que seus compromissos não envolviam a vida de outra pessoa.
Outro dia, falava com minha mãe que estou tendo que reaprender como viver minha vida. Algumas coisas que antes eu achava tranquilo, como a viagem de fim de ano pra BH, deverão sofrer alterações para que eu não fique tão cansada e o Gabriel não sofra tanto no final.
Outro ponto, é o relacionamento com a família e amigos. Esse ponto pra mim tem sido bem difícil. Não no Rio, que é onde eu moro e já tenho uma rotina com meus amigos (embora ela também tenha mudado com o nascimento do Gabriel, já me adaptei bem). Mas as idas a BH estão me preocupando. Não consigo relaxar! O tempo todo tenho me sinto em falta com alguém. =(