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31 outubro 2008
Papo Cabeça
Vira e mexe as pessoas falam da infância apenas como uma fase da vida muito feliz, onde não tínhamos nenhuma obrigação, todos são simpáticos com você e as comidas e cheiros são muito marcantes.
Mas a verdade, é que falta na vida dos pequenos o famoso e conhecido livre-arbítrio. E exercer este direito é o que nos faz sentir mais livres! E é sentindo segurança nas escolhas que vamos fazendo ao longo da vida, que nos tornamos seguros, ajustados e felizes.
Agora,numa vida onde você não decide nem a hora em que come ou dorme dá quase para entender porque eles se jogam no chão de raiva das coisas! Com isso em mente, acho que os pais deveriam estimular seus filhos a exercerem seu livre arbítrio nas áreas onde ele efetivamente PODE fazer escolhas. Quer comer banana ou manga de sobremesa? Não quer ir com esta roupa? Quer ler no lugar de ver tv? Quer ver tv e ler? Enfim... deixar que ele comece a fazer suas pequenas escolhas. Que ele sinta-se livre. Que ele se sinta seguro à medida em que vai decidindo sua vidinha.
Tento ao máximo fazer isso com o Gabriel. E sou muito grata aos meus pais, porque desde que eu me lembro eu sempre tive o direito de fazer minhas escolhas.
29 outubro 2007
Como interruptor... Claro!!
Fim de semana passado recebemos a visita da nossa querida amiga Suzana. Pra quem não conhece, a Su é uma neurocientista com um trabalho muito reconhecido na área de divulgação científica.
Conversando com ela sobre o processo de teste que as crianças pequenas submentem os pais (quando vc acabou de falar "não faça!" e a criança te olha com a melhor cara do mundo e... faz! As vezes, vc nem disse nada daquela vez... A criança se vê diante da mesma situação, olha pra vc com aquela mesma cara de safada e FAZ!
Ouvi a vida inteira que isso era a criança testando os pais. Mas testando o quê? A paciência, os limites, os nervos... Mas por que? AAARRRGGHH!!) ela me explicou que a criança faz isso com a mesma curiosidade que ela aperta um interruptor. Aperta - acende. Aperta de novo, apaga. E a criança vai testar, obter a mesma resposta e achar aquilo legal até perder o interesse. Quando isso acontencer ela esquece... Passa pra outro "interruptor" mais interessante. Se pararmos para pensar é um processo bem empírico de descoberta do mundo =].
Desde então confesso que minha forma de lidar com esse tipo de situação melhorou muito. A resposta agora á sempre a mesma sem titubear. Foi como se saber essa informação me tirasse a culpa de negar várias coisas... O relacionamento melhorou. Tá mais asertivo, ele compreende melhor o que tem que fazer e a gente tem se dado muito melhor. Ponto pra amiga neurocientista de plantão!
Conversando com ela sobre o processo de teste que as crianças pequenas submentem os pais (quando vc acabou de falar "não faça!" e a criança te olha com a melhor cara do mundo e... faz! As vezes, vc nem disse nada daquela vez... A criança se vê diante da mesma situação, olha pra vc com aquela mesma cara de safada e FAZ!
Ouvi a vida inteira que isso era a criança testando os pais. Mas testando o quê? A paciência, os limites, os nervos... Mas por que? AAARRRGGHH!!) ela me explicou que a criança faz isso com a mesma curiosidade que ela aperta um interruptor. Aperta - acende. Aperta de novo, apaga. E a criança vai testar, obter a mesma resposta e achar aquilo legal até perder o interesse. Quando isso acontencer ela esquece... Passa pra outro "interruptor" mais interessante. Se pararmos para pensar é um processo bem empírico de descoberta do mundo =].
Desde então confesso que minha forma de lidar com esse tipo de situação melhorou muito. A resposta agora á sempre a mesma sem titubear. Foi como se saber essa informação me tirasse a culpa de negar várias coisas... O relacionamento melhorou. Tá mais asertivo, ele compreende melhor o que tem que fazer e a gente tem se dado muito melhor. Ponto pra amiga neurocientista de plantão!
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